Ao trabalhar com imagens em sala de aula, reflito com meus alunos sobre as informações que estão nas “entrelinhas” e que muitas vezes tem a função de manipulação?
Com certeza, pois a cada apresentação de figura feita em sala de aula, o objetivo é a atenção do aluno, a percepção, aguçar a imaginação a criatividade e a produção textual seja ela oral ou escrita. Não a como explorar um pouco da imagem, devem-se aproveitar todos os recursos que ela oferece e ao passo que os alunos interagem, levantam questões pertinentes, novas questões e aparências escondidas anteriormente vêem a tona. Obviamente os alunos de hoje não tem maturidade e criticidade para entender a função de todos os aspectos de uma figura, como propõem a pergunta, mas cabe ao professor usar recursos que instiguem para essa criticidade e o acesso é o primeiro passo. O aluno tem que ter presente no seu dia a dia, situações que exigem uma maior compreensão, um olhar diferenciado para que a partir da prática reflexiva desenvolva com êxito esta função.
Porém não só nas figuras, mas, propagandas áudio visuais, programas de televisão, tablóides e demais meios de comunicação de fácil acesso têm por trás do poder informativo a manipulação, ou o que chamamos de segunda intenção. Sempre há brinquedos na propaganda do supermercado, jogos na papelaria ao lado de materiais escolares, assim como em outros tempos o cigarro era colocado em prateleiras ao lado de doces e guloseimas infantis que era para estimular e despertar a curiosidade dos pequenos. Ou seja, as mídias de comunicação, informação e até mesmo prestação de serviços, sempre dizem mais nas entrelinhas do que no corpo do texto assim como uma figura, não é puramente um desenho, mas todo um conjunto que exprime sentimento, um momento, uma atitude, um objetivo, porém jamais quem recebe será capaz de perceber todos os aspectos presentes, que só quem o criou poderá enumerá-los, em contrapartida é um recurso que não pode ser deixado de lado ou sem ser explorado.
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